sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Vamos então abrir esta porta. Do outro lado, etnografias centradas em Portugal, de meados da década de 1970 até à atualidade. Todas as semanas, às terças e quintas às 14. Boa partilha!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Em Grijó de Parada, no Santo Estêvão

O Bruno Grilo voltou a Grijó de Parada, onde já tinha feito duas estadias de terreno e realizado dois filmes. No dia 27 era dia de «convite» e os mordomos - o rei e o bispo - andavam de casa em casa a recolher os bens para a corrida da rosca. Com eles, os caretos, com o seu peculiar peditório. Á tarde haveria galhofa.


Aqui se vêem as roscas.


Moedas cravadas numa maçã, recolhidas por um careto


A casa do antropólogo, cedida pela Junta de freguesia (na foto a seguir)

Ousilhão, 26 de Dezembro

O Elias, a Sara, o Nuno e o Manuel estavam em Ousilhão. No dia 26 de Dezembro havia ronda, com as boas festas desejadas casa a casa pelos «moços», que dançam em torno da mesa e saúdam quem lá vive.


 Depois, os da casa distribuem comida, doces, bebidas. Aqui vemos alguns dos antropólogos em gostosa observação participante.



 Além dos «moços», são múltiplas em Ousilhão as personagens mascaradas, que acompanham a ronda ou se distanciam de modo mais transgressor. Aqui, os caretos e as caretas preparavam-se para uma barragem de estrada

Em Trás-os-Montes, com os estudantes em Rebordelo


Em Rebordelo ficaram este ano o Pedro, o André e o João. A aldeia é grande, o que tornava difícil o levantamento de vizinhos. No dia 26, logo de manhã, havia uma ronda, entre a casa dos mordomos e a igreja. Os jovens antropólogos lá andavam, apesar do frio, como se nota nas fotos seguintes...



 Depois, entrou-se para a igreja e os instrumentos, nomeadamente a gaita de foles, tiveram de ficar cá fora. Os antropólogos lá continuaram, durante vários dias. Aqui fica a prova.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Última aula e entrega de recensões

Caros alunos lembro quais são as obras cujas recensões terão de ser entregues hoje (caso não tenham decidido fazer o trabalho acerca de outros livros, cujo prazo expirou mais cedo):
  • ALMEIDA, Sónia (2009) Camponeses, Cultura e Revolução – Campanhas de Dinamização Cultural e Acção Cívica do MFA (1974-1975), Lisboa, Colibri/IELT.
  • FERREIRA, Sónia (2010) A Fábrica e a Rua – Resistência Operária em Almada, Castro Verde, 100 Luz.
  • FONSECA, Inês (2007) Trabalho, Identidades e Memórias em Aljustrel – “Levávamos a foice logo p’ra mina”, s/l., 100 Luz.
  • GODINHO, Paula (2010) Festas de Inverno no Nordeste de Portugal - Património, mercantilização e aporias da “cultura popular”; Castro Verde, 100 Luz.
  • PEREIRA, Benjamim, coord. (2006) Rituais de Inverno com máscaras, Bragança, Museu Abade de Baçal.

Fado - orientação de trabalhos

Caros alunos, estarei no gabinete 306 no dia 21, 3ª Fª à tarde, em horário a combinar, para orientar os vossos trabalhos centrados no fado e discutir os projectos com os que ainda não o fizeram.

Terreno transmontano - está frio!

Caros alunos, como podem ver aqui, no concelho de Vinhais as temperaturas estão baixas. Todavia, aí vão de partida dois grupos, para Rebordelo e para Ousilhão. Em Grijó de Parada, no concelho de Bragança, as condições meteorológicas também parecem boas, com probabilidades de neve. Lembro que deverão ir levantar a vossa credencial à Dra. Teresa Teixeira, ao secretariado do departamento. Não esqueçam de me remeter os vossos números de telefone para vos poder contactar ao longo da vossa estadia e avisar da minha chegada.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Reunião e discussão de projectos


Dia 7, às 17h45 - logo a seguir à nossa aula - terá lugar a reunião dos grupos que estão a investigar os contextos de produção, performance e consumo do fado, sendo discutidos os projectos. Agradeço que estejam presentes todos os alunos envolvidos.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Amanhã

Amanhã há aula, conforme programado. Todavia, acabará um pouco mais cedo para alguns. Aqueles que vão fazer trabalho de campo em Trás-os-Montes podem anotar na agenda que amanhã, às 17h15 haverá reunião com a Savina Lafita e o Pedro Grenha. Com efeito, os dois bolseiros do IELT têm notícias frescas sobre a estadia de terreno, que creio que vos agradarão. Até amanhã!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Trabalho de campo


Preparados para o que aí vem? Uns partirão para Trás-os Montes (em cima a «mansão» de Tó, no concelho de Mogadouro,  em que a Cristina Moreno e a Diana West lutaram contra o frio há dois anos, enquanto estudavam o moço, a sécia, o farandulo e o mordomo, personagens centrais da festa), outros ficarão por Lisboa, a trabalhar sobre os universos do fado. Convém que comecem a delinear um projecto, assunto de que falremos na aula de 5ª Fª. Para os que se decidiram pelas obras agendadas para este mês, venho lembrar igualmente que é na próxima 5ª Fª que devem entregar as recensões de:
  • BRITO, J. Pais de (1996) Retrato de aldeia com espelho – Ensaio sobre Rio de Onor, Lisboa, D. Quixote.
  • GODINHO, Paula (2006) O leito e as margens - Estratégias familiares de renovação e situações liminares no Alto Trás-os-Montes raiano, Lisboa, Colibri/IELT.
  • LEAL, João (1994) As Festas do Espírito Santo nos Açores, Lisboa, Publicações D. Quixote.
  • PEREIRA, Benjamim, coord. (2006) Rituais de Inverno com máscaras, Bragança, Museu Abade de Baçal (até 16 de Dezembro)
  • WALL, Karin (1998) Famílias no Campo – Passado e presente em duas Freguesias do Baixo Minho, Lisboa, D. Quixote.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Mini-teste

É uma das fases necessárias de avaliação de conhecimentos. No próximo dia 4, numa única folha de teste, durante uma hora, podem desenvolver um dos três temas que se seguem:
1. Entre «masculinidade hegemónica» e «mulheres trabalhadeiras»: duas abordagens em torno do género;
2. Sociabilidades e expressividades urbanas: as marchas e os fados;
3. Famílias e reprodução social: entre os campos, as cidades e as classes

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Pela cidade

Passeámos pela cidade, sobretudo por Lisboa, com as etnografias urbanas que Graça Índias Cordeiro nos apresentou. Depois, a antropóloga Oriana Alves, que prepara o doutoramento sobre a poética do fado, veio apresentar-nos o tema, que mereceu há anos uma extraordinária exposição no Museu Nacional de Etnologia, de que resultou um catálogo igualmente significativo. Mais recentemente, Rui Vieira Néry publicou uma obra que poderá ser útil para os trabalhos em curso.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Fichas de leitura

Como já recebi perguntas acerca das fichas de leitura que devem entregar nas datas aprazadas no programa, aqui vão algumas orientações. Devem conter um máximo de 1200 palavras (cerca de 3 páginas), apresentando sumariamente o/a autor/a, o objectivo da obra, os métodos, a etnografia e as conclusões, com um balanço em torno dos contributos inovadores. Ajuda? Se necessário, podem contactar-me pelo mail e marcar um encontro no horário de atendimento.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Etnografias portuguesas, um percurso

Caros alunos, aqui , aqui e aqui  encontrarão algum material que aborda temas tratados na sessão de hoje, que se centrou sobretudo nas duas obras de João Leal acima  apresentadas. Bom trabalho!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sejam bem-vindos!


Vamos abrir a porta e entrar. De parte a parte, não sabemos o que nos aguarda e é esse o grande desafio do nosso trabalho como antropólogos. Procuramos sinais, reconstituímos processos, observamos incessantemente e participamos às vezes. No âmbito da antropologia portuguesa contemporânea combate-se a tendência a ver o outro como o mesmo, estável e inamovível, demasiado familiar ou definitivamente distante. Através de uma abordagem processual de temáticas recentes,  ser-vos-á proposto um percurso que vos familiarize com as homogeneidades e as heterogeneidades do território etnográfico nacional, relacionando-as com realidades etnográficas distintas.
Vão ser-vos propostos estudos de terreno, em contexto rural e urbano, mergulhando na vossa própria cultura, agora tornada estranha e desnaturalizada. Assim se persegue uma objectivação do saber, transformando a relação de familiaridade com o campo de pesquisa em aprofundamento científico do conhecimento dessa mesma realidade.