segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Gosto de ti como és


Na próxima 5ª Fª, às 16 horas, vamos ver o filme de Sílvia Firmino, de 2005, na sala 303. Trata-se duma obra notável, muito premiada, em torno da marcha da Bica e dos que a fazem.


GOSTO DE TI COMO ÉS / I LOVE YOU AS YOU ARE
Documentary | 57 min | Portugal | 20
Realização | Sílvia Firmino
Imagem | João Ribeiro
Camera adicional | Sílvia Firmino
Som | Olivier Blanc
Montagem | João Nicolau + Sílvia Firmino
Produção | Laranja Azul

Sinopse
Uma família de Lisboa. Um bairro antigo e uma Marcha Popular: a Marcha da Bica. Este documentário constrói-se na aproximação a este sítio e a estas pessoas. Do sentido local do acontecimento popular à dimensão universal do desejo de sucesso, das vivências em comunidade e da procura da glória por mais efémera ou transitória que seja. Ensaios, conversas em família, encontros à esquina até à chegada do momento preparado ao longo de três meses: a apresentação pública da Marcha e a sujeição à avaliação de um júri. A expectativa e a crença na vitória crescem até de manhã quando a notícia chega ao bairro.

Prémios
• Prémio Melhor Filme Realizado em Ambiente Mediterrâneo, Festival Internacional de Cinema Documentário da Sardenha, 2006
• Prémio Tóbis Melhor Documentário, Doclisboa, Festival Internacional de Cinema Documentário , 2005
• Prémio Escolas/IPJ Melhor Documentário, Doclisboa, Festival Internacional de Cinema Documentário, 2005

Apresentações (selecção)

Doclisboa, Festival Internacional de Cinema Documentário de Lisboa | 44º Fest. Int. de Cin. Documentário de Leipzig, Alemanha | Astra, Fest. Int. de Cin. Documentário, Roménia | Viscult, Fest. Int. de Cin. Documentário, Filândia | Fest. Int. de Cin. Documentário de Maputo, Moçambique | Fest. Int. de Cin. Documentário da Sardenha, Itália | Fest. de Cin. Português de Vancouver, Canada | DocPoint – Fest. Int. de Cin. Documentário de Helsinquia, Filândia | Mostra de Cin. Documentário do Rio de Janeiro, Brasil | Premis Tirant, Festival de Cinema de Valência | Rádio Televisão Portuguesa – RTP2 (informação retirada de http://sindicato.biz/silvia/?page_id=16)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Falemos de Trás-os-Montes


Já não falta muito para que os grupos que vão trabalhar acerca das festas do ciclo dos 12 dias partam para o terreno transmontano. Para preparar essa ida e para apresentar o contexto, tal como em anos anteriores, vamos iniciar um conjunto de reuniões na próxima quarta-feira, dia 18, na sala 303. É importante que esteja presente pelo menos uma pessoa de cada grupo.

Festa do IELT e das Cramol


Considerem-se convidados!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Fados no Grupo Excursionista Vai Tu


No próximo domingo é que vamos aos fados! Tudo combinado com a D. Águeda, directora do clube, temos uma reserva de mesa para 9, a que poderão depois juntar-se mais 6. Aqueles que vão jantar podem encontrar-se à saída do metro da Baixa-Chiado, perto da Brasileira, às 20 horas. Os outros, podem ir ter ao Vai tu às 21, já que os fados começam pouco depois.O grupo é no bairro da Bica, na rua da Bica de Duarte Belo.

Nota: Na aula os estudantes chamaram-me a atenção para um erro que já aparece agora corrigido. É cansaço.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Mulheres trabalhadeiras e a cultura de resistência em Vila Chã

Sally Cole, canadiana e professora de antropologia na universidade de McMaster, estudou as mulheres de uma comunidade costeira, trabalho de terreno de que resultaria a obra traduzida e publicada em 1994, Mulheres da praia - O Trabalho e a vida numa comunidade costeira portuguesa (Lisboa, D. Quixote). Interessava-lhe a relação entre o trabalho das mulheres e a diferença entre os sexos em termos sociais. As abordagens dos anglo-saxónicos haviam dado a perceber as mulheres como filhas de pais, mulheres dos maridos e mães dos filhos, mas sabia-se muito pouco sobre as suas relações com a propriedade, com as outras mulheres, a auto-percepção e o seu papel de mulheres na sociedade. No contexto de Vila Chã, no concelho de Vila do Conde, as mulheres identificam-se pelo seu trabalho produtivo e habilidade na gestão dos recursos familiares. Mesmo as mães solteiras eram avaliadas sobretudo pelas suas capacidades no trabalho - carácter laborioso e frugalidade - e menos em termos da sua sexualidade ou do seu estado civil. Numa sociedade que foi mudando, as mulheres das casas marítimas continuam a trabalhar na pesca, mas não vão já ao mar: «ajudam os maridos» na praia. As mulheres marítimas são menos autónomas agora e as suas filhas são mão-de-obra desqualificada e mal paga, sem poder de decisão sobre o seu tempo ou as suas condições de trabalho e sem a autonomia das mulheres das gerações anteriores. Existe em Vila Chã um novo entendimento do significado e do processo de representação do masculino e do feminino, quer como processos de construção de ideias relativamente aos papéis a desempenhar por cada sexo, quer na manipulação desses ideais.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Na veiga de Chaves e nas aldeias da serra, em 2006

Em 2006, depois de terem assistido ao Congreso da Memória da Raia, em Chaves, três grupos de estudantes seguiram para aldeias do concelho. Aqui vemos dois deles em pleno trabalho (do terceiro não consegui fotos). Como sempre, as condições materiais das duas colegas eram bem melhores que as dos rapazes. Elas estavam numa confortável casa paroquial, num dos casos e no outro numa casa particular, com um quente edredão de penas e lençóis polares; eles ficaram nas instalações dos bombeiros, geladas. Depois dum projecto bem preparado em torno do contrabando, no caso do grupo que ficou em Santo Estêvão tudo teve de ser reconvertido, com uma lógica de emblematização e patrimonialização a sobrepor-se a quanto parecia coerente antes da partida.


Senhores de si

Miguel Vale de Almeida (MVA) publicou Senhores de si - Uma interpretação antropológica da masculinidade, em 1995, depois de um trabalho de campo com observação participante e pesquisa teórica, bibliográfica e comparativa em Pardais, durante um ano.A questão de partida foi: como se reproduz o modelo central da masculinidade, se os homens, na sua diversidade e identidade, são tão distintos? Considera que o seu trabalho é um esforço de explicitação dos processos e relações sociais que compõem a masculinidade hegemónica, como modelo central que subordina as masculinidades alternativas (de pessoas, grupos e sociedades). Esse modelo é o da dominação masculina, intrinsecamente monogâmica, heterossexual e com vista à reprodução A hipótese central é a de que a masculinidade hegemónica é um modelo cultural ideal não atingível por quase nenhum homem mas que exerce sobre todos um efeito de controlo, através da incorporação, da ritualidade associada ao quotidiano e de um discurso que exclui a emoção, tida como feminina. Mais, a masculinidade não é o espelho, a forma simétrica, da feminilidade, por ambas se relacionam de forma assimétrica, por vezes hierárquica e desigual: "A masculinidade é um processo construído, frágil, vigiado, como forma de ascendência social que pretende ser" (Almeida, 1995:17). Conclui MVA que o corpo faz uma aprendizagem de gestos e atitudes inquestionadas, que informa o outro e o próprio da sua pertença de género e da sua consonância com a hegemonia.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Terreno transmontano e festivo em 2008

No concelho de Mogadouro, na aldeia de Vale de Porco, duas alunas Erasmus, acompanhadas pela Inês: a Savina (catalã) e a Sílvia (italiana). Muito bem acolhidas, tiveram pela frente a Festa do Velho, multiplicada, muito filmada, e convertida em insígnia local. Um presidente de junta, empenhado em pôr no mapa ritual uma aldeia que vê com tristeza desertificar, faz aqui toda a diferença.


Pela aldeia, com a senhora Alice e a sua mãe a dar todo o apoio logístico, as estudantes Erasmus tiverem um acolhimento tão extraordinário que lá voltaram (a Savina veio de propósito de Barcelona) para a festa de Maio. Mais, qualquer das duas dispõe-se a continuar o tema da mudança nas cerimónias do ciclo de Inverno com máscaras.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Terrenos transmontanos


O chocalheiro da Bemposta - acima, a bela máscara numa exposição organizada por Benjamim Pereira no Museu Abade de Baçal em Bragança, inaugurada em Dezembro de 2006 - é um dos mascarados que emergem no ciclo dos 12 dias. A proposta de trabalho de terreno fora de Lisboa é este ano encaminhada para as festas de Inverno com máscaras, numa homenagem ao Benjamim que culminará num colóquio em Abril. Como é necessário cuidar da logística dos estudantes que se desloquem para Trás-os-Montes, sugiro que as inscrições sejam feitas na próxima aula.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Fados adiados

Recintos pequenos e muita gente a querer ir ouvir fado explicam que me tenham informado no «Vai Tu» que já não havia lugar para tanta gente no próximo domingo. Mais, não havia sequer uma única mesa disponível. Tentaremos noutro local, noutra noite. Por agora, suspendemos a deslocação, agradecendo aos 17 inscritos.

Heranças, melhoras e famílias


No Museo do Pobo Galego, em Santiago de Compostela, esta trasncrição dum testamento permite ver o tipo de disposições aí encontradas para "arranjar a vida" dos que ficavam. Às contingências biológicas respondia-se com um conjunto de tácticas destinado a perpetuar a casa, unidade de produção e reprodução que arredava alguns da possibilidade de a constituirem. Nas palavras recolhidas por Karin Wall, nos grupos sociais extremados «segurava-se a vida» ou «ia-se à vida». As referências bibliográficas acerca do tema estão oruganizadas na vossa bibliografia.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Alunos no terreno barrosão em 2005


Nos próximos dias vou recordar aqui as estadias de terreno de vários dos nossos alunos, em anos anteriores. Em 2005, as férias do Natal foram passadas no Barroso, como poderão ver.






Estava muito frio e havia grupos muito mal instalados: nas escolas locais desactivadas, em casas cedidas para o efeito, em casas do povo. Um dos grupos estava em excelentes condições, numa casa paroquial bem equipada. Entrosados no contexto local, todos pareciam empenhados em dar o melhor.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Fados no Grupo Excursionista Vai Tu

No próximo domingo, dia 1 de Novembro, no Grupo Excursionista Vai tu, na Calçada da Bica Duarte Belo, a partir das 9 e meia, há fados. Acabei de falar com o senhor Manuel Amor, que só me pede que avise na 4ª Fª à noite a D. Águeda, actual presidente da colectividade, acerca do número de estudantes que participarão nesta visita. Na 4ª Fª faremos circular uma lista de inscrições durante a sessão. A entrada é gratuita, tendo só cada um que pagar o consumo respectivo. Quem quiser jantar, pode fazê-lo, mas a minha proposta era que nos encontrássemos às 21h15 à saída do metro da Baixa-Chiado, seguindo depois para o Vai Tu.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Fotos da visita ao Museu do Fado


Muito bem guiados pelo nosso acompanhante Ricardo, visitámos o Museu do Fado na passada sexta-feira e, a seguir, passeámos pelo bairro de Alfama. O João Dias tirou as fotos que se seguem.

Aqui está uma parte do grupo ainda à espera, no bar anexo ao Museu (de notar que no interior do Museu é proibido tirar fotos).

A Parreirinha é um sítio, no sentido antropológico. Ali canta há muitos anos, acompnhando várias gerações de fadistas, a D. Argentina.

No vaivém político entre Câmara e Assembleia Municipal, patenteado em inúmeros cartazes, o bairro está muito deteriorado, com vários edificios a ameaçar ruína.

O grupo de resistentes que, depois duma visita longa ao museu, ainda subiu por Santo Estêvão e aqui se desloca pelo Largo do Salvador.

O grupo que sobrava no final, nas escadinhas da igreja de S. Miguel (notem a exuberância do Roman...).

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Entrega de recensões

É um lembrete: amanhã, dia 21, expira o prazo para a entrega das recensões (3 páginas no máximo, em Times News Roman, 12, a espaço e meio). Notem que têm três momentos de entrega para obras diferentes, sendo necessário que recenseiem só uma das obras propostas. Amanhã será a data de entrega das recensões às seguintes obras:
COLE, Sally (1994) Mulheres da Praia – o trabalho e a vida numa comunidade costeira, Lisboa, D. Quixote;
CORDEIRO, Graça I. (1997) Um lugar na cidade – Quotidiano, memória e representação no bairro da Bica, Lisboa, D. Quixote;
LIMA, Antónia P. (2003) Grandes Famílias, Grandes Empresas, Lisboa, D. Quixote.